fbpx

O desejo de conquistar a marquinha perfeita motivou as brasileiras a adotar uma estratégia perigosa: trocar a praia pela laje. Pois é. No fim do ano passado, alguns dias antes da chegada do verão, a prática, que se tornou um serviço profissionalizado, passou a ser divulgada pelos noticiários dentro e fora do país.

De acordo com o dermatologista Leonardo Spagnol, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o chamado ‘bronzeamento natural’ traz riscos à saúde. “A queimadura solar pode causar envelhecimento cutâneo precoce e causar câncer de pele no futuro”, avisa. “Além disso, uma jovem que sofre de queimadura de segundo grau com aparecimento de bolhas tem um aumento de 50% no risco de desenvolver melanoma,  considerado o tipo mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase”.

Spagnol cita ainda o caso de uma jovem de 20 anos, que morreu após ficar 4 horas sob o sol durante uma sessão de bronzeamento natural em uma clínica que funcionava em uma casa na Asa Sul, em Brasília. Ela foi diagnosticada com insolação, recebeu soro na veia e remédios para aliviar as dores, mas morreu após três paradas cardíacas.

“O submundo da estética é muito perigoso. Como esses estabelecimentos não são fiscalizados pela vigilância sanitária, não é possível controlar as condições de exposição ao sol e muito menos verificar a certificação dos produtos utilizados”, diz o dermatologista.